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Compliance como sustentabilidade no setor da saúde

A empresa que se mantiver resistente a esses novos padrões de negócio atrelados às normas de Compliance, ou seja, optar por atuar no mercado da saúde sem atender aos padrões de ética, integridade e transparência, estará passível de se submeter à entraves diversos no desenvolvimento do seu negócio, tais como, entraves legais, como processos administrativos e/ou judiciais, cujas condenações podem comprometer a sustentabilidade do negócio.

No entanto, há que se considerar também os entraves operacionais, visto que, a empresa que se negar a adotar padrões de ética, integridade e transparência, muito provavelmente enfrentará dificuldades para movimentar sua operação, tais como, impedimentos para participar de licitações quando, em futuro próximo, evidências de programa de compliance passarem a ser exigidas na fase de habilitação para participação de certame licitatório, bem como, dificuldade para liberação de linha de crédito junto à Bancos, principalmente os públicos, quando, também em futuro próximo, evidências de programa de compliance passarem a ser exigidas para análise de perfil junto aos Bancos.

Não se pode ignorar também os entraves negociais que atingirão a empresa resistente às  normas de Compliance, entraves esses que irão impactar diretamente na sustentabilidade do negócio,  pois guarda relação com o fato de a empresa que se mantiver resistente à essa nova cultura, correr o risco de perder capilaridade e relacionamento negocial com as demais empresas do setor que já aderiram as normas de Compliance, resultando no término de relações comerciais importantes, tais como relação de distribuição, representação comercial, prestação de serviços, dentre outras.

É evidente que as empresas atuantes no setor da saúde caminharão o trajeto da autorregulação, se retroalimentando de comportamentos éticos, íntegros e dotados de transparência, não permitindo que empresas que estejam operando fora desses padrões tenham condições de se manter no setor.

Isso porque, se relacionar com empresas que não atendam as normas de Compliance, passou a ser um risco legal, visto que a Lei da Empresa Limpa/Lei Anticorrupção responsabiliza de forma objetiva, na esfera administrativa e na esfera cível, a empresa por atos de terceiros cometidos em seu benefício, pairando aí a necessidade de garantir que todas as empresas participantes da cadeia de negócios sejam empresas idôneas que atendam aos novos ditames negociais trazidos pelas normas de Compliance.